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Autor: STF - 09/08/2013 11h35

Entenda como foi o julgamento que condenou Cassol a quase cinco anos de detenção

Por unanimidade, os ministros do STF condenaram os réus Ivo Cassol, Salomão da Silveira e Erodi Matt pela prática do crime de fraude a licitação.


 O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quarta-feira (8), o julgamento da Ação Penal (AP) 565 e condenou, por unanimidade, o senador Ivo Cassol (PP-RO) pelo crime de fraude a licitações ocorridas quando foi prefeito da cidade de Rolim de Moura (RO), entre 1998 e 2002. Foram condenados ainda os réus Salomão da Silveira e Erodi Matt, respectivamente presidente e vice-presidente da comissão municipal de licitações, à época dos fatos. Prevaleceu o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que absolveu os empresários denunciados por falta de provas e rejeitou a acusação de formação de quadrilha. 

Relatora 
Seguiram o voto da relatora os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Todos eles condenaram, pela prática do crime de fraude a licitação, o senador, o presidente e o vice-presidente da comissão de licitação do município à época. Para os ministros, ficou comprovada a participação em esquema que beneficiava empresas em licitações para a contratação de obras no município de Rolim de Moura (RO), entre os anos de 1998 e 2001, quando Ivo Cassol era prefeito da cidade. 

Assim como a relatora, os ministros que a acompanharam também consideraram que o crime de quadrilha não ficou configurado, uma vez que o Código Penal prevê um mínimo de quatro integrantes para a configuração de tal delito. 

Revisor 
Os ministros Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski seguiram integralmente o voto do revisor, ministro Dias Toffoli. Já os ministros Marco Aurélio e Joaquim Barbosa também seguiram em grande parte o voto do revisor, mas divergiram quanto à tipificação do crime de quadrilha. 

O revisor divergiu da relatora ao entender que os sócios administradores das empresas beneficiadas participaram da prática criminosa, por isso, votou pela condenação dos réus Anibal de Jesus, Neilton Soares dos Santos, Izalino Mezzono e Josué Crisóstomo pelo crime previsto no artigo 90 da Lei 8.666/93. 

Dias Toffoli e os ministros que o acompanharam também absolveram os réus Ivalino Mezzono e Ilva Mezzono Crisóstomo, por não terem participado da administração das empresas das quais eram sócios. Em relação ao crime de quadrilha, o revisor absolveu todos os acusados, por considerar que não teria havido associação para a prática indeterminada de crimes. 

Quadrilha 
Os ministros Marco Aurélio e Joaquim Barbosa ficaram vencidos com relação à configuração do crime de quadrilha. O ministro Marco Aurélio observou que o artigo 288 do Código Penal define o crime como “associar-se três ou mais pessoas em quadrilha ou bando para o fim de cometer crimes”, sem especificar os tipos de crimes. “Pode ser qualquer crime”, avaliou. Para ele, o fato de serem praticados crimes idênticos ao longo de mais de quatro anos não é relevante para a caracterização do delito. “A regra é que as quadrilhas pratiquem crimes idênticos ou semelhantes, ou seja, há, normalmente, a especialização dos agentes na prática de determinados crimes e não de outros”. 

O ministro Joaquim Barbosa considerou que a característica da união estável e permanente do grupo criminoso tipifica também a conduta do artigo 288, e entendeu como configurada a prática do crime de quadrilha em diversos procedimentos licitatórios realizados pela prefeitura entre 1998 e 2002. “As empresas foram criadas tão logo Ivo Cassol foi eleito prefeito”, observou. “Eram empresas que inexistiam antes da vitória dele e passaram a funcionar para o fim exclusivo de fraudar”. 

Resultado 
Por unanimidade, os ministros do STF condenaram os réus Ivo Cassol, Salomão da Silveira e Erodi Matt pela prática do crime de fraude a licitação (artigo 90 da Lei 8.666/93 - Lei das Licitações). Esses mesmos réus foram absolvidos, por maioria, quanto à imputação de quadrilha (artigo 288 do Código Penal), vencidos os ministros Marco Aurélio e Joaquim Babosa. Já os réus Ivalino Mezzono e Ilva Mezzono Crisóstomo foram absolvidos dos dois crimes por decisão unânime. 

Os demais réus – Aníbal de Jesus Rodrigues, Neilton Soares dos Santos, Izalino Mezzono e Josué Crisóstomo – foram absolvidos em razão de empate dos votos – o ministro Luiz Fux não votou por estar impedido no processo –, ficando vencidos os ministros Dias Toffoli, Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Joaquim Barbosa, considerado o delito de fraude a licitação. Aníbal, Neilton, Izalino e Josué também foram absolvidos quanto à acusação do crime de quadrilha, vencidos na votação os ministros Marco Aurélio e Joaquim Barbosa. 

Penas 

Na dosimetria da pena, prevaleceu o voto do revisor, ministro Dias Toffoli. Ivo Cassol foi condenado a 4 anos, 8 meses e 26 dias de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de multa (artigo 99 da Lei de Licitações) de R$ 201.817,05. A relatora, ministra Cármen Lúcia, votou pela aplicação de 5 anos, 6 meses e 20 dias de detenção em regime semiaberto, seguida pelos ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 

Em relação ao mandato de senador da República, por maioria, decidiu-se pela aplicação do artigo 55, inciso VI e parágrafo 2º, da Constituição Federal, segundo o qual a deliberação compete à Casa Legislativa. Nesse ponto ficaram vencidos os ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Joaquim Barbosa, que votavam pela perda imediata do mandato com o trânsito em julgado da condenação. 

Salomão da Silveira e Erodi Matt foram condenados a 4 anos, 8 meses e 26 dias de detenção em regime semiaberto, multa de R$ 134.544,70 e à perda do cargo ou emprego públicos que eventualmente exerçam. 

Em relação à multa, ficaram vencidos os ministros Teori Zavascki, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio, que entendiam como incabível essa pena no caso concreto.



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COMENTÁRIOS

  • Educação - Infelismente, vejo logo pela manhã essa triste notícia no âmbito educacional de Ouro Preto do Oeste. Sabemos que a mudança dos diretores das escolas é necessária, já que alguns não administram corretamente,e vemos o autoritarismo puro nesse cargo. Ganham muito dinheiro para exercer da melhor forma possível esse cargo e na verdade não fazem isso correto. Se na política existem ladrões, pessoas interesseiras, infelizmente na educação também existe, a máfia é grande meu amigo. Sabemos que uma escola não evoluí sozinha, ou seja, não é diretor (a) ou vice-diretor(a) que faz a escola aumentar índices de desenvolvimento, mas também professores, supervisores, assim como as demais categorias presentes no âmbito educacional. Todavia, essas categorias acima citadas ,não tem voz na escola, pode até tentar falar ou fazer algo para mudar o que está errado ,mas são coibidas, ou se falam não dao nenhum valor a sua fala. Estava no intuito que o secretário mudasse essa situação, porém nada foi feito. Lamentável! Secretário se vc for uma pessoa que tenha etica no trabalho, vai fundo e investigue as escolas , pois você vai encontrar muita coisa errada, principalmente com o dinheiro público. Por hoje é só!
    18/01/2017 | 08h37
  • SERVIDORES - ME DESCULPA SECRETARIO E PREFEITOS, NÃO SE PODE FALAR EM HUMANIZAÇÃO DEIXANDO GENERAIS NO PODER, VAI CHOVER MEMORANDO, LAUDOS ETC. HUMANIZAÇÃO VAMOS MOSTRAR A HUMANIZAÇÃO PARA COM VCS QUANDO TIVERMOS GREVE. SINDICATO NOS AJUDE, ORGANIZE GREVE PELA GESTÃO DEMOCRATICA, QUEREMOS NOVOS NOMES. PQ ENTAO NAO DEIXARAM BICALHO E MARLEI NO CARGO?? CADE HUMANIZAÇÃO COM ELES?? O CANCER MAIOR NÃO ERA NA SEMECE, E SIM EM ALGUMAS ESCOLAS. FICOU CLARO QUE O QUE A SEMECE ERA , VAI CONTINUAR SENDO, SECRETÁRIO SEM AUTONOMIA. (finge que pode o que não pode, fingir que decidi o que não decidirá), MAS JÁ SABEMOS QUAL O CAMINHO PRA CONSEGUIR ALGO, SERVIDOR NÃO É BURRO. E VCS, ADMITAM JÁ ASSUMIRAM SABENDO QUE A AUTONOMIA É LIMITADA. NÃO CONSEGUEM RETIRAR O PINOCHE DO PODER. Ferreira gratos por sua imparcialidade, gratos por saber que nossa classe fez esse clamor, gratos por vc não ser como outros por ai, que dizem amém pra generais, ditadores, ou politicos disfarçados e humanos, humanização com 1 pessoa é fácil, quero ver com a classe.
    18/01/2017 | 07h20
  • Escola - Ouropretenses vocês podem reivindicar os direitos de pais ou responsáveis, ficam mais de olho sobre a alimentação dos filhos de vcs, tem alunos passando o com bolacha de sal e suco de cupuaçu. Sabemos que a alimentação é peça auxiliadora para obom desenvolvimento dos alunos. Eu sei que tem q seguir o cardápio, mas acho que a escola tem que fazer um levantamento dos sucos que os alunos mais gostam, alimentos e etc... pq estão jogando dinheiro fora qndo se olha na lixeira do refeitório o tanto de comida jogada fora e o tanto de suco que estraga. Enfim.... direito que nós pais devemos reivindicar. E estou lendo os comentários, acredito que devem mesmo fazer uma atualização da equipe gestora das escolas.
    18/01/2017 | 01h12
  • ANna - P/ a enquadrada, Sobre tirar a diretora insuportável,esnobe e general, esqueçam, o secretario assumiu sem ter poder pra tal. ainda mais que o cargo já foi oferecido a chefona, pq ela não sabe um palmo na frente do nariz, assassina a língua portuguesa toda hora, maiiissss articula como ninguém mais, o lobo em pele de cordeirinho. Derruba sorrindo. Vai com seu jeitinho se chegando nos vereadores, dizendo que tem poder com comunidade..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk só asno não vê, que uma pessoa que não conquista seus parceiros de trabalho, que já modificou o quadro geral da escola e ainda assim continua sendo apedrejada, é pq santa não é. Plantou espinhos colega, não vai colher flores. Ferreira obrigad por ser imparcial e postar todos os recados da nossa classe, que só usa o mural pq estamos revoltados. Nada que outra paralisação não resolva. Não se pode falar em mudança mantendo as mesmas lideranças. Sabia qeu votaria errado, votando Panisoli, arrisquei pelo Valério, e me ferrei, pois os caras não estão mudando as escolas, só secretárias.
    16/01/2017 | 14h05

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